sexta-feira, 19 de junho de 2009

Adeus, Chamigo Brasileiro

Uma História Da Guerra Do Paraguai

Dezembro de 1864. Uma divisão do Exército paraguaio invade o Mato Grosso e, logo depois, o Rio Grande do Sul.
A opinião pública brasileira inflama-se com a “traição” do governo de Francisco Solano López ao Império.
Voluntários apresentam-se aos quartéis, prontos a enfrentar os invasores.
A guerra iria se prolongar até 1870 e envolveria todos os países que atualmente fazem parte do bloco econômico do Mercosul.
Foi o maior conflito armado na América do Sul. Entre outras conseqüências, acarretou alistamentos forçados, o endividamento
das nações participantes e milhares de baixa.
Com base numa cuidadosa pesquisa histórica, André Toral traz de volta o cotidiano dos acampamentos militares do Paraguai,
dos campos de batalha e dos salões luxuosos da corte do Rio de janeiro. E leva para as frentes de combate dois baianos,
um carioca e um paraguaio: a história desses personagens revela os impulsos e as motivações dos homens de carne e osso que fizeram a guerra.
(Sinopse retirada da quarta capa)


Adeus, Chamigo Brasileiro
Uma História Da Guerra Do Paraguai
130 páginas
Roteiros e desenhos: André Toral
Letras: Lilian Mitsunaga Farias
Arte final: Danielle Ramón e Paulo Arena
Editora: Companhia Das Letras

Citação do UniversoHQ:
"Trata-se de um belíssimo trabalho de pesquisa de André Toral. No final do álbum há várias páginas de texto com a história,
a iconografia e a cronologia da Guerra do Paraguai. Um adendo fundamental para a melhor compreensão da trama.
Além do mérito de contar um capítulo de nossa história, os desenhos estão belíssimos!
Parecem feitos com lápis de cor, efeito conseguido pelo fato de o autor não ter usado nanquim na artes."
Para quem quiser ler (antes da história principal) a matéria citada acima, ela começa na página 120 do albúm e pelo CDisplay na 121.

Siexta sin ley

Los majores bandoleiros de la tierra back again:

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Estórias Gerais e Outros Causos

"Diante do mundo pulsante que é o Brasil que desconhecemos, sentimo-nos ameaçados e reagimos erguendo nossa barreira de princípios racionais e valor civilizatórios. Mas tais escudos de mentira e preconceitos se desmancham no ar, como névoa de um sonho, diante da verdade viva e arrebatadora que invade nossos sentidos."
Estrangeiros somos em todo o lugar e a todo o momento em que nos deparamos com o mundo. Contudo, é apenas quando nos lançamos em direção ao desconhecido, despidos de nossos preconceitos e medos, que podemos, de fato, conhecer a nós mesmos. “O resultado desta incrível experiência é a vida.”

ass.: Ulisses De Araújo




Mais uma da série: "Minhas-HQs-prediletas".
Um série de contos que costuram um empolgante estória no melhor estilo "Grande Sertão Veredas" .
Incrivelmente barata, graças aos benefícios de lei de incentivo à cultura de belo Horizonte, Flávio Colin encontrou, tardiamente, um roteiro à sua altura, nos textos de Wellington Srbek.
Recentemente saiu um nova edição com ar de 'classico': papel especial e um "causo" curto no final a cores, independente do preço, vale cada suado centavo.
Em homenagem ao mestre Flávio Colin.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Vic Valence

Uma Noite Em Casa de Tennessee
Clique no título para download

A sinopse mequetrefe:
"Em busca de diamantes que podem lhe resgatar do atual abismo em que se encontra,
Vic Valence, um aventureiro de segunda, terá que se defrontar com os espécimes mais decadentes
que uma paradisíaca ilha pode lhe render: um médico nada usual, um policial paranóico,
uma voluptuosa ex miss (a Tennessee do título), um galo de briga, e,
entre tantos tipos curiosos, quem rouba a cena, nas poucas partes que aparece é a Soledad,
uma pequena boneca de pano ao qual Valence mantém estabelecido um estranho relacionamento"


Titúlo: Uma Noite Em Casa de Tennessee
Autor: Jean-Pierre Autheman
50 páginas em cores e em estilo.

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"Quando o navio não obedece ao timoneiro, obedece à tempestade”


De François Bourgeon, Passageiros Do Vento:


Aqui se tem inicio a uma das mais empolgantes sagas já traçadas nas bandas desenhadas.

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Clique nos títulos para download:

Passageiros Do Vento - Tomo 1 - A Rapariga No Tombadilho
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Isabeau, a rapariga do título, narra ao marujo bretão Hoel, os fatos que a levaram, junto da assustada Agnes, a bordo do “Foudroyant”, um excepcional navio de guerra francês.
Nesta edição, a Isa já demonstra uma personalidade inesquecível, daquelas impossíveis de serem dobradas, mesmo para uma mulher no conservador século XVIII.
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"Recolhidos pelos ingleses no Mar das Xaraibas após os eventos no album precedente, Isa, Hoel e o major Michel de Saint-Quetin desembarcam em Portsmouth.

A rapariga, cuja não beligerância não pode ser contestada pelas autoridades britânicas, é rapidamente libertada. Obtém uma autorização de estadia e torna-se, ainda, professora de francês de Mary Hereford.

Mas, infelizmente, o mesmo não acontece aos seus dois companheiros, que são mandados reunir-se às cercas de novecentos prisioneiros de guerra que apodrecem entre as tábuas dum pontão sinistro, ancorado pela "Pérfida Albion" num lodaçal ao largo de Chatam...

...É Quinta-Feira, Sétimo Dia de Setembro de 1770...

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Passageiros Do Vento - Tomo 5 - Ébano
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Passageiros do Vento joga o leitor de um lado pro outro, evocando temas como traição, violência, romance, ação, injustiças, escravidão, morte, guerra, choque entre civilizações e muito mais.
Mesclando personagens cativantes a fatos históricos, que por isso mesmo torna a narrativa infinitamente mais cruel ou tensa que qualquer ficção possa a vir ser.

Bem vindos a bordo

domingo, 14 de junho de 2009

CONTRASTES


CONTRASTES é uma grata surpresa para quem conhece a dupla Berardi & apenas por Milazzo apenas por Ken Parker.
O texto sempre inteligente de Berardi ganha vida, mais uma vez, através do traço (e meio-tom) primoroso de Milazzo.
Em A Conquista do México, o roteirista dá-se ao luxo de abrir mão do uso dos tradicionais balões...
Milazzo entende o recado e supre essa "falta" com uma narrativa perfeita.
Em O Hino, a inigualável graça de Oliver Hardy e Stan Laurel, os imortais Gordo e Magro,
é transportada para o papel deixando no ar um quê de saudade.
A ironia ferina (curta e realista) de A Sombra Chinesa, a "pantomima animada" de Superfly, fechando com chave de ouro,
Triiiim, uma pequena amostra de sensualidade em quadrinhos, transformando o leitor em voyer.
Por tudo isso (e muito, muito mais), CONTRASTES é uma obra digna de ocupar um lugar especial na estante não só dos fãs de quadrinhos,
mas de todos os que sabem apreciar uma arte verdadeira.
Primaggio Mantovi (texto retirado da quarta capa)


No mais, só posso dizer que o título "Contrastes" praticamente é a alma da primeira estória.

Uma palavra de um certo pregador, sobre os personagens da capa:

"Um dia frio. Um bom lugar prá ler um livro"

OS COMPANHEIROS DO CREPÚSCULO


"Esta Durou, Diz-se, Cem Anos...
Nada a distinguiu verdadeiramente daquelas que a precederam, nem das que se lhe seguiram...
Como o gelo e a peste, a guerra abata-se sobre os campos quando menos se espera.
De preferência, quando o vinho está na adega e as jovens são belas.

São três sereias irmãs, e que três só uma fazem. Esta é a vida, aquela a morte e a mais nova foi-se da vida à morte, e da morte à vida passou...

São três cavaleiros ao encontro dos quais as três vão.
Trevas é o rosto do primeiro. Ausência é do segundo. Doblez o do terceiro, pois verdade é que ele está em todas as coisas, assim como o seu contrário.

São três sereias irmãs, e três grandes cavaleiros. Quem caminha à sua sombra pra má-morte se encaminha.”

Retirado das páginas iniciais de
“Os Companheiros Do Crepúsculo”

de François Bourgeon

Clique nos títulos para download:

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O último volume se sobrai, por realçar, com um realismo extremo, o Século XIV, a pior época e lugar para uma mulher viver.
O Final é no mínimo espectacular, e faz jus ao título da série, tanto que tive de me conter muito para não postar a imagem do destino de um dos três cavaleiros.

Outras referências: o review do UniversoHQ

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Dia De Los Muertos - Sergio Aragonés

Sergio Aragonés vê "los muertos"
Baseado, segundo fontes confiáveis, em fatos reais:

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Perigos do Amor


... 12 de junho chegando...

Download:


Chiclete Com Banana N° 13 - Histórias De Amor

clique no título acima para download

... o amor está no ar.


Algo parecido com uma prévia desta edição:

O Grande Deus (ELE mesmo) vem à Terra e dá um chapéu em Rhalah Rikota:

Rita Malot, Ana Kfouri, Lu Grimaldi, Chrisriane Tricerri e outras (como a Beatrice Dale abaixo) "dão" as caras e outras "cositas mas".

E ainda uppercuts: Meia Oito, Voodoo, Glauco Mattoso, a patroa da vez do Angeli e fechando com Kid Senil (do Luiz Gê)

No mais, um recado pro mundo em crise:


"Vidiozinho" cute em homenagem ao dia que se aproxima...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Krazy Kat, Tudo Por Amor


Se há artistas que podem ser chamados de visionários, George Herriman é um deles.
Suas tiras, quase centenárias, ainda mostram um fôlego invejável nós dias atuais.
As qualidades das tiras de Krazy Kat só se rivalizam a sua estória editorial, cheia de altos e baixos; incompreendidas por muitos, aclamadas por poucos, entre estes poucos, figuras como Enerst Hemingway (e sua gang, a chamada “Geração Perdida”), Salvador Dali e o próprio W.R. Hearst (dono do jornal que era a casa das tiras de Krazy Kat). Entre os detratores tinham os próprios editores do jornal.


As gags de costumes podem ser resumidas no mais estranho triângulo amoroso dos quadrinhos: O guarda Pupp (o cão) ama a(o) gata(o) Krazy Kat que por sua vez ama o rato Ignatz, que lhe corresponde através de tijoladas, que, de certa modo, é uma forma de esconder seus reais sentimentos ante a figura andrógina de Krazy Kat. E por este motivo é alvo do rancor (e ciúmes) do guarda Pupp.

Os cenários e coadjuvantes também não deixam barato e num traço simples são um show à parte.

Abaixo um pusta video em 3D que faz just as tiras:

Wolverine x George Romero

Jeffrey Brown faz da parte da nova leva de autores independentes (ou indie, como queiram) que surgiram nos últimos anos. Apresenta um humor peculiar e é tido como um especialista em descrever relacionamentos sem parecer piegas ou “ficcionais demais”.

Dying Time: Jeff a fez uma média de 150 cópias, e, uma vez que não poderia comercializá-la, por causa dos direitos autorais, as distribui entre amigos e fans (não antes de enviar uma cópia para redação do Homem Aranha e Capitão América).
Em uma entrevista, Jeff diz que a idéia veio após assistir o filme Extermínio e disse que a premissa era tão simples e legal que não acredita como não tenham feito antes (foi escrita e desenhada em 2004), e que se tivesse oportunidade expandiria a estória por mais de cento e tantas páginas, focada principalmente, no relacionamento entre Kitty e Logan e os outros X - Mens.


Links para download:

Wolverine: Dying Time (via MediaFire)

Wolverine: Dyng Time (via 4Shared)

One shot do caralho em vinte páginas.

p.s.: tradução, adaptação livre e diagramação feita, no foda pacas, paintbrush (o melhor programa de todos os tempos).

Não houve revisão e só consultei o father of the donkeys pouca vezes, então quem
se interessar pelo original em inglês segue o link:
http://dyingtime.googlepages.com/

domingo, 31 de maio de 2009

quinta-feira, 28 de maio de 2009

A Garota Do Tanque


Se existe um motivo muito bom para fazer scan, Tank Girl (e claro, a Revista Animal) seria este motivo.
A Arte enxagerada de Jamie Hewlett aliado aos
roteiros insanos de Alan Martin garantem a diversão...
Por volta do ano de 1991 Tank Girl passou por cima de quem quer que fosse que tivesse o infeliz azar de cruzar seu caminho nas páginas da ANIMAL (para quem não sabe:revista que vinha de brinde com o fanzine MAU); sejam cangurus mutantes, ninjas, Deus ou diabo a quatro, ninguém ficava a salva da peste, nem mesmo seu Autor,com o qual volta e meia caia em discussão.

Nos links abaixo, segue uma compilação das estórias da Tank Girl
na Revista Animal e a quadrinização do (bem fraco por sinal) filme:





Aquilo que se houve quando se está dirigindo um tanque...

L7 : From The Outer Space (Live)

Clique para download
(incrivel este link ainda funfar após tanto tempo)



terça-feira, 26 de maio de 2009

Inimigo Público Número Um



"A experiência me ensinou que é preciso vestir-se com elegância. Todo assassino que se preze deve andar com os sapatos bem engraxados. É preciso ser ou não ser, como dizia aquele inglês maluco. Gravata e camisa de seda, terno sob medida, roupas de baixo com as iniciais, é preciso pensar em tudo. É a vida. Nunca esquecer a gorjeta. É fundamental. Sempre dar gorjeta, mesmo aos engraxates. Principalmente aos engraxates. E disso posso falar com conhecimento de causa. Comecei como engraxate no submundo de Nova Yorque. Os tempos eram outros, naturalmente.”
Luca Torelli, vulgo Torpedo



O mais canalha dos personagens que já apareceu nos quadrinhos e talvez na ficção em geral, Luca Torelli, vulgo Torpedo, é a prova de que os fins justificam os meios.
“Um pistoleiro profissional da pior espécie, frio, lúgubre, sem piedade, corpo esguio, rosto macilento, gestos indolentes e seguros que não gosta de grandes discursos, que acredita que tudo tem um preço, tanto o amor como a morte.”

Anos 30: Proibido para herois

Apesar de ter sido anteriormente publicado em álbuns solos pela Editora Martins Fontes e na extinta Revista Mosquito, foi na também extinta ANIMAL que o gangster teve “uma alinhada cronológica em cores” em sua ficha policial em terras tupiniquins.

LINKS PARA DOWNLOAD:
Clique no titúlo ou na capa para baixar


Torpedo 1936: Coletânea da Revista Animal


Matar É Viver


Nem Coroa, Nem Flores


Frente Quente



Amigo É para Esssas Coisas


TORPEDO 1936 - Vol. 2




Criação do genial Sanchez Abuli teve vida curta no traço do legendário Alex Toth (não conhece? putz) que achava o personagem extremamente violento e desumano, assim, foi “adotado” pelo alucinado Jordi Bernet, que inclusive foi associado, erroneamente, como criador ou co-criador e este equivoco acabou provocando aquilo que toda a máfia ou a policia da grande maçã conseguiu: parar definitivamente o gângster.

Imagem saqueada do Tocatta y Fuga