segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Tesão De Viver (2020, quase lá)

Na Manhattan de 2020, quem não for creditado não e nada. Se você não tem o jeito certo de ser – Se não for um dos privilegiados cidadão cuidadosamente escolhidos para pilotar a economia eletrônica global -, não poder morar dentro da Muralha, uma enorme estrutura que cerca e isola toda a cidade.
Se você esta fora, a Muralha não vai alimentar, educar ou proporcionar nenhum luxo a você. Também não ira protegê-lo do crime, do desconforto e das novas epidemias viróticas que aterrorizam a população. Em vez disso, ela vai prendê-lo no lado de fora, abandonando-o pra viver de sobras, como um camponês medieval as sombras dos portões de um castelo. Vai transformá-lo num velho cansado e amargo... como Alex Woycheck.

Eu sou um produto do meu tempo, querida.
Eu já fiz e sofri de tudo. Filho da tevê preto e branco.


Fui um assassino solitário nos anos 60, punheteiro com orgasmos explosivos...
a selva berrando bem embaixo de mim.
Um canalha nos anos 70, um liberal da revolução sexual...
tomando drogas... não me alistei no exército...
enfrentei a maioria moral por diversão e lucro.


Aí a Miss Bomba Atômica deu uma piscada pra mim.
Um iluminado na década de 80, adotei o feminismo.
Um novo homem, pai de uma filha oportunista da pornografia.
Fui rejeitado pelas fascistas dos anos 90...
um editor erótico caindo no fim do século.




Visões De 2020: Tesão De Viver já teve seus scans espalhados pelos quatro cantos da rede, para quem não conhece será uma grata surpresa, aliás, o selo DC/Vertigem é quase sempre sinônimo de qualidade e nesta trama futurista Jaime Delano mata a pau.
E em tempos de de H1N1, estas visões não parecem lá tão distante...

Ranx e Lubna em New Yorque

Ao pesquisar imagens para ilustrar o post, me deparei com esta abaixo, que...

...por sua vez ilustrava uma excelente matéria sobre as criaturas acima, seus habit, costumes e criadores, portando, a quem interessar clique aqui para acessar a matéria.


Esta só está aqui porque achei legal.




Saudossismo On:
Minha memória me trai, mas acho que esta foi a primeira HQ que escane-ei


quinta-feira, 20 de agosto de 2009

"Jason Voorhees e o ...

... velho truque de postar video quando está sem tempo ou matérias."

Entre filmes bons (os primeiros), risíveis e péssimos (o de 2009 é terrível, fujam), pode não parecer para quem conheça superficialmente sua trajetória, mas Jason Voorhees é um pusta personagem com uma mitologia enorme ainda pedindo para ser lapidada.



"Oh well, wherever
Wherever you are
Jason Voorhees gonna get you
No matter how far"

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

E A Tempestade está voltando:


Aviso a todos os leitores (todos vocês dois) desta polciga:
Por estes dias, compromissos com minha missão de ficar milionário ou algo assim,

está minando meu tempo livre para scans e outras bobagens.
Mas a partir da próxima segunda, tentarei fazer um scan por semana (pelos menos) de cada Heavy Metal versão "Braziu". Esta a seguir foi feita em tempos idos:




Alguns destques:
Na estreia, Simon Bisley, da letra do que estaria por vir, entretando, esta tradução do prefácio foi realizado por algum tradutor online made china de segunda




Uma estória sobre incopatibilidade, naves e moda, de Josep M. Bea:



Museum, de Fernando De Felipe:


Um capitúlo da saga dos Metabarõies, apresentando Otohn, o Grande:






Breve (ou não), ela da as caras (e outras coisas):





Sem Destino


Os Ratos têm mais de setecentos anos de civilização nas costas e odeiam concorrência.

Os Tatus acabam de chegar à cidade e não têm para onde ir.

A Sucata, espaço urbano esquecido, é o centro de disputa,
onde Ratos pensam que mandam
e os Tatus fingem que obedecem.

Os Gambás, outsiders dos telhados, acham que todo mundo lá embaixo é louco.

Estória e arte do Dadi, com prefacio do Spacca esta é
Bichos Do Mato, uma fábula urbana.


Bichos Do Mato Em Busca do Mito (N° 01)
(Clique aqui para download via 4Shared)

*
*
*
Para os muitos mais novos: O titúlo é uma referência a "Revanche", uma pusta música do Lobão:
"Eu sei que já faz muito tempo que a gente volta aos princípios
Tentando acertar o passo usando mil artifícios
Mas sempre alguém tenta um salto, e a gente é que paga por isso, oh!
Fugimos prás grandes cidades, bichos do mato em busca do mito
De uma nova sociedade, escravos de um novo rito
Mas se tudo deu errado, quem é que vai pagar por isso?

Confira clicando aqui, ou vá atrás da versão original de estúdio pesquisando pelos quatro ou cinco cantos da internet.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

The Dani...* Ways




Hey, Dani...*, lembra desta!!??
(Hermetismo)

Em Little Ego, Giardino tenta juntar o surrealismo do sonho, o erotismo e um pouco de irônia, embora reconheça que seja difícil rir e ficar excitado ao mesmo tempo.

"No espaço nínguem pode ouvir seus gritos"

(Clique aqui para download)
*
*
Dave Gibbons e Mike Mignola fazem jus a um dos maiores monstros do cinema.




Mar em Fúria

O clássico de Herman Melville no traço de Bill Sienkiewicz.
O traço assustador de Sienkiewicz é a tradução perfeita da crescente loucura do capitão do navio baleeiro Pequod, o Capitão Ahab.
Ele mesmo se diz o demônio e descreve sua embarcação como o inferno, e torna sua caça a Moby Dick como uma querela pessoal de proporções biblicas.
O mar é pequeno demais pra Ahab e Moby Dick.


Até onde sei, de obras significativas, com esta são três adaptações para quadrinhos da trágica jornada ao inferno do Pequod, sendo que uma delas (inédita pra mim ainda) é de ninguém menos que o Will Eisner. Obras menores são várias, como a série Lorna, que saiu pela heavy Metal.
Pra telona, uma versão de 1956 de John Huston (é a parte fina ldo filme):


quinta-feira, 6 de agosto de 2009

BONELLI

Este vai pro pessoal do Portal Tex:


FUMETTI
O Melhor Dos Quadrinhos Italianos
(Clique aqui para download)

*
*
115 Páginas a cores com as principais criações dos estúdios Bonelli.
Consta tambem de uma entrevista realizado por Leandro Luigi Del Manto a Sergio Bonelli.
Abaixo, por pura e total falta de tempo, segue uma descrição muito nas coxas e informal dos personagens presentes neste albúm, tendo um tempo acerto tudo (ou não).


Tex Willer
Também conhecido por Águia da Noite, o chefe dos Navajos é que abre este álbum, fato pra lá de apropriado, já que ele abriu seu caminho editorial à bala, se tornando sucesso de público e critica e assim possibilitando o surgimento dos seus outros irmãos: Nick Raider, Nathan Never, Dylan Dog, Martin Misterie, Mágico Vento, Júlia (a mais nova) e outros.
Tex já completou mais de 60 anos de publicação ininterrupta e apesar de toda sua estoria editorial é um pouco subestimado pelos ditos "leitores de hqs" (talvez pelo fato de não usar cuecas sobre as calças).



Mister No
Um dos mais brasileiros personagens nas hqs, apesar de ser gringo: Mister No bebe demais, fuma demais, joga demais, briga demais.
Quem procura pelo politicamente correto, passe longe deste grande mequetrefe.
Cansado de ser mandado de uma guerra para outra (suas estórias se situam na época da segunda guerra) se muda para Manaus, para ser piloto turístico. Quase sempre o acaso o coloca em encrencas que vão de maridos ciumentos a experiências genéticas de nazistas.
As edições da Editora Record são altamente recomendadas.



Martin Mystère
Arqueólogo e cidadão do mundo nas horas vagas.
Poderia ser descrito como uma versão séria de Dylan Dog.
Apesar da cara carrucunda, Mystère apresenta um humor muito peculiar nas entrelinhas de suas estorias. Entre vários crossovers, já encontrou com uma versão de Asterix e Obelix, além de outros.


Dylan Dog
Dylan é o assistente (ou algo assim) do amalucado Groucho Marx (ele mesmo).
Conhecido com o detetive do pesadelo, deixou a Scotland Yard para atuar num campo onde só existe ele mesmo.
Se você mora em Londres e tem um fantasma na sua geladeira ou zumbi em seu quintal que você irá chamar!!??
A esta altura, os americanos já devem ter terminado sua mutilação do personagem, numa (a)versão que sairá direto pra DVD.




Nick Raider
Uma espécie de Tex Willer dos dias atuais.
Detetive do Esquadrão Homicídios de Manhattan, que se enxertassem um pouco de drama nas vidas personagens, eles seriam a versão do clássico seriado NYPD Blue (Nova Iorque Contra o Crime).
Ainda assim é um grande quadrinho de ação e tensão, nos moldes dos policiais dos anos 70/80.


Nathan Never
Policial do Futuro viciado em cultura pop antiga (no caso; a nossa cultura): já vi este filem antes.
Por outro desta série surgiu à personagem Legs Weaver que ganhou algumas edições próprias.

Cabra Cega

A passagem da infância para a adolescência e a descoberta da sexualidade nas lembranças semi autobiográficas de Max Cabanes.


*
*
Obs.: Albúm em português de Portugal, entretanto não há nada que se perda na leitura daqui, a terrinha do Pau-Brasil.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Cinosura Blues

Apresentando o fantástico universo criado por John Ostrander &Timothy Truman

Cinosura. Doce e cínica Cinosura - cidade onde as dimensões se encontram.
A magia funciona aqui, a ciência acolá e espada... em todo lugar.
Os sonhos mais impossíveis e os pesadelos estão vivos, respirando, amando e matando nesta cidade maldita.
Quanto a mim, eu sou produto da cidade. Eu amo e a odeio como um câncer que, apesar de ser parte de mim, vai acabar me destruindo.
Com a idade de 8 anos, fui lutar na Arena. Matei pela primeira vez antes de completar 10 anos.




Eu não sou bonzinho, nem pretendo ser. Tudo que quero é ver as coisas certas, feitas de maneira justa... o que não é bem visto aqui em CINOSURA.
Meu nome? GAUNT. JOHN GAUNT. Nas ruas a moçada me conhece por... GRIM JACK.

Já fui muitas coisas na vida: soldado das GUERRAS DEMONÍACAS, caçador de recompensas, mercenário, tira da policia transdimensional e espião.


Estou sempre no Munden's Bar, um boteco que comprei faz um tempo.
Tenho 50 anos e trabalho numa profissão onde a expectativa de vida é de 35.
Na certa vou morrer violentamente.
*
*
Noleski e Grimjack em uma estória especial completa com volta de sessenta e poucas páginas de intensa ação. Outro ponto forte deste album é a descrição das muitas faces de Cinosura e alguns multiversos que a circundam (como uma forma de periferia).

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Blood Fire Death *


Georges Pichard deixa um pouco de lado o psicodelismo para adentrar na vida e morte da mais true metal killer que já existiu e de quebra demonstra o porque é adorado pelos sadomasoquistas de plantão mundo afora.
Não há nada há dizer da condessa sangrenta Erzsébet Bàthory que o co-autor , J. M. Lo Duca, não tenha dito nas paginas de introdução deste albúm.

*
*
A Condessa de Sangue, citada em várias hqs mais atuais como Hellbalzer ou Hellboy, é nesta que mais faz jus a pessoa.



Bathory também empresta seu nome a uma banda de black metal idolatrada por muitos e ignorada por muitos mais ainda.
A quem gostar, recomendo que procurem no 4Shared pelo Blood on Ice, Blood Fire Death e Hammerheart. Deste último, selecionei o ultrafoda som a seguir: